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Marcos Históricos

1534 – Devassamento do solo do Município de Mangaratiba.

1615 – Martim de Sá traz Índios Tupiniquins de Porto Seguro, entregando – os a direção dos Jesuítas para iniciarem a construção da aldeia.

1618 – Construção do povoado com setenta casebre de sapê, na forma de meias – luas.

1620 – Chegada de outro grupo de Tupiniquins à Ilha de Marambaia e, posteriormente ao São Brás, onde edificaram uma capela.

1764 – Elevação de Mangaratiba a Freguesia (16 de janeiro).

1785 – O Padre Salvador Francisco da Nóbrega, Pároco encomendado, inicia a reconstrução da Igreja de N. S. da Guia.

1795 – Conclusão da Igreja de N. S. da Guia pelo Padre Joaquim José da Silva Feijó, à custa própria.

1831 – Mangaratiba foi elevada à categoria de Vila (11 de novembro).

1832 – Foram fixados os limites para a “Vila de N.S. da Guia de Mangaratiba” (26 de março).

1833 – Instalação da Vila de Mangaratiba (24 de maio).

1836 – Data da criação da Freguesia de Santana de Itacuruçá, pela Lei Provincial nº 63 (17 de dezembro).

1855 – Foi organizada a Companhia Industrial da Estrada de Mangaratiba, responsável pela construção da estrada imperial entre São João Marcos e Mangaratiba que, segundo Afonso de E. Taunay, foi a primeira verdadeira estrada de rodagem feita no Brasil, no conceito dos técnico.

1859 – Data da Criação da Freguesia de N.S. da Conceição de Jacareí, pelo Decreto Provincial nº 1099 (21 de janeiro).

1891 – Criação da Comarca de Mangaratiba, por efeito do Decreto nº 8 (19 de dezembro).

1891 – Extinção da Comarca de Mangaratiba, por efeito do Decreto Estadual nº 8 ( 19 de dezembro).

1891 – Supressão do Município de Mangaratiba, por força do Decreto Estadual nº 1 (8 de maio).

1892 – Restauração de Mangaratiba, com territórios desmembrados dos Municípios de São João Marcos, Angra dos Reis e Itaguaí, em virtude do Decreto nº 36 (17 de dezembro).

1829 – A sede do Município de Mangaratiba é elevada à categoria de Cidade, pela Lei Estadual nº 2335 (27 de dezembro).

1931 – É erguido na Praça João Pessoa um obelisco comemorativo do 1º Centenário de Emancipação Político – Administrativa de Mangaratiba.

1949 – Foi criado o Distrito de Vila Muriqui, com o desmembramento de Itacuruçá, pelo Decreto – Lei Estadual nº 690 (19 de dezembro).

1957 – O Termo de Mangaratiba é elevado à categoria de Comarca, pela Lei nº 3.382 (12 de setembro).

1958 – A Lei nº 3836 confirma a situação de Comarca de Mangaratiba (10 de dezembro)


Primeira Câmara Municipal
1831

Padre Antonio Correa de Carvalho
[ 1º Governador do Municipio ]

Luiz Fernandes Monteiro
[ Barão do Sahy ]

José Custódio Henriques

Joaquim João Pinheiro

Padre Manoel Afonso Nogueira

Antonio Luiz Vieira


Primeira Administração Juridica
1832


1º Juiz Ordinário – Vicente Alvares Teixeira Rubião

2º Juiz Ordinário – Manoel João Pinheiro

1º Juiz de Órfãos – Capitão Rodrigo José de Araújo Azambuja

1º Depositário da Área de Órfãos – José Eloy da Silva Passos
História do Município

A ocupação das terras hoje compreendida pelo Município de Mangaratiba teve origem ainda no século XVI, por ocasião das desapropriações das Capitanias Hereditárias. Essas terras pertenciam então à Capitania de Santo Amaro, cujo donatário Pero Lopes de Souza, pouco interessou-se por seus domínios.
O inicio do povoamento de forma mais sistemática aconteceu anos mais tarde, por volta de 1620, quando Martim de Sá novo donatário, mandou trazer índios Tupiniquins já colonizados de Porto Seguro e estabeleceu, sob a tutela dos Jesuítas, aldeamentos, primeiro na Ilha de Marambaia e, depois, no continente na praia da Ingaíba.
Por causa dos fortes temporais que assolavam a Ingaíba e visando melhores condições físicas e topográficas, a povoação foi transferida em 1688 para o local onde hoje localiza-se o Núcleo Urbano de Mangaratiba. Logo ergueu-se uma capela dedicada à N. Srª da Guia, que existiu até 1785 quando iniciaram-se as obras para a construção de uma igreja no mesmo local. As obras prosseguiram durante dez anos e a igreja foi concluída em 1795.
Apesar das constantes lutas travadas entre os índios Tamoios, nativos da região, e os colonizadores, o núcleo de Mangaratiba prosperou, tendo se tornado freguesia em 16 de janeiro 1764. Porém, a despeito do crescimento do povoado, Mangaratiba só conquistou sua independência administrativa em 11 novembro de 1831 quando foi elevada a categoria de Vila com a denominação de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba. Até esta data Mangaratiba pertencia ao Município de Itaguaí ao qual estava subordinada desde 05 de junho de 1818, quando foi criado o Município. Anteriormente Mangaratiba estava vinculado ao Município de Angra dos Reis.
Com o desenvolvimento da economia cafeeira, principalmente na região do médio Vale do Paraíba, Mangaratiba ganhou um crescente movimento cumprindo seu papel de porto escoador da produção de café. Outra atividade importante, que proporcionou o enriquecimento da região, foi o tráfico de escravos. Dos pontos de desembarque do Sahy e da Marambaia eles eram levados para o grande mercado do Rio de Janeiro e para os outros centros urbanos do interior através da íngreme trilha que levava ao Sertão depois de ultrapassar a Serra do Mar.
O tráfico de escravos e ouro atraíam piratas das mais diversas procedências tornando a vida da pequena localidade bastante agitada e motivando a construção de diversas fortificações como a Fortaleza de Nossa Senhora da Guia, hoje inexistente.
Do interior de São Paulo e Minas Gerais, afluíram para o seu porto os gêneros a serem exportados, basicamente o café, trazidos nos lombos dos burros guiados pelos tropeiros das mais afastadas regiões da serra acima. Ao retornarem levavam as mercadorias, geralmente artigos de luxo, proveniente do Rio de Janeiro ou do exterior.
A produção de café intensificou –se tanto que as trilhas que desciam a serra eram insuficientes para escoar a produção. Foi necessária a abertura de uma estrada mais larga e com melhores condições de circulação que ligava Mangaratiba a São João do Príncipe (depois São João Marcos). A estrada foi inaugurada em 1857 pelo Imperador D. Pedro II, ficando conhecida posteriormente como “Estrada Imperial”. No dizer de A . de Taunay foi a primeira estrada de rodagem construída no Brasil”.
Mangaratiba era um dos portos escoadores da produção de café do Vale da Paraíba, atendendo a demanda de São João Marcos e adjacências.
Angra dos Reis e Mambucaba escoavam o café produzido na região de Bananal, Areias e Paraty, antes escoador do ouro das Minas Gerais, agora escoava o café proveniente da região de Guaratinguetá e Cunha.
A construção da via entre Mangaratiba e a Serra trouxe um maior desenvolvimento para a região, bem como consolidou uma aristocracia local que empreendeu a construção de diversos edifícios como suas residências urbanas, igrejas, um teatro, armazéns e trapiches.
Na época do maior progresso de Mangaratiba algumas personalidades mereceram maior atenção por parte dos historiadores. O primeiro foi o Comendador Joaquim José de Souza Breves, abastado fazendeiro, dono dos trapiches do Sahy e da Marambaia, proprietário de mais de 6000 escravos e vinte fazendas, chegando a produzir mais de 1% da produção brasileira de café. Outra personalidade importante da história local foi o Tenente – Coronel Luiz Fernandes Monteiro, o Barão do Sahy, proprietário das fazendas Batatal e Praia Grande e de um rico solar no Largo da Matriz, hoje totalmente reformado e de outra casa assobrada na Rua Direita, atualmente Rua Cel. Moreira da Silva, que o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural denominou “Solar do Barão do Sahy.”
Porém, o período de riqueza e dinamismo durou pouco. O fim do período de expansão aconteceu pela conjugação de dois fatores. Primeiramente foi a conclusão em 1870 da Estrada de Ferro D.Pedro II, ligando Rio de Janeiro e São Paulo, que possibilitou o escoamento da produção de café do Vale do Paraíba diretamente para o Rio de Janeiro. Em segundo lugar a proibição do tráfico escravo e, posteriormente, a abolição da escravatura desorganizaram a economia da região baseada na exploração do latifúndio e fortemente dependente da mão de obra escrava.
A decadência foi tão grande que o Município de Mangaratiba foi extinto em 08 de maio de 1892, apesar de ter sido restabelecido alguns meses mais tarde, em 17 de dezembro do mesmo ano. Os portos de Mangaratiba e do Sahy ficaram desertos e inúmeras edificações foram abandonadas, tais como os grandes solares, armazéns, o teatro, conforme atestam as ruínas hoje existentes no Saco de Cima e na Praia do Sahy. A estagnação econômica foi total, sendo Mangaratiba um exemplo de cidade nascida de uma rota comercial que não tinha bases produtivas próprias que permitissem uma autonomia. A atividade era apenas reflexo da produção agrícola existente na região serrana e pereceu diante do surgimento de novas alternativas produtivas e comerciais.
A estagnação da economia e da vida em Mangaratiba persistiu até 1914 quando foi concluído o ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil, que integrou o Município no sistema ferroviário do Rio de Janeiro. Posteriormente ocorreu um ligeiro progresso econômico propiciado pela exportação de bananas e pela construção de residências de veraneio ao longo da linha férrea ou concentradas em alguns núcleos urbanos.
Na década de quarenta deste século ocorreram os grandes loteamentos na orla marítima como Muriqui, Praia do Saco, Itacuruçá e outros e em 1942 foi aprovado o primeiro código de obras para o Município.
A construção da rodovia Rio – Santos, parte da BR – 101, nos anos setenta, trouxe uma nova fase para o Município, com uma grande valorização do solo urbano, bem como um incremento da construção de residências de fins de semana e férias. A nova estrada trouxe ainda diversas atividades ligadas ao turismo um processo de ocupação de áreas até então inacessíveis e desertas.

 
     
 
         
         
   
 
  
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